Fazia muito tempo que não postava nada. Havia muito tempo que nada me mobilizava a escrever. Talvez por uma razão bem nobre, estava realizando ato que mais me motiva na vida, o ato de ser um artista, um criador. Estávamos ensaiando, construindo, apresentando, pensando sobre, debatendo, um trabalho. Nosso trabalho de finalização da cadeira de Atuação IV, no qual tive a honra de ser artista junto da Anna Júlia Amaral e da Silvana Rodrigues, duas amigas, e fiéis companheiras nessa empreitada.
Nosso projeto gerou discussões e controvérsias conosco e com todos aqueles que compartilharam como espectadores deste espetáculo.
Assumimos o preço de construir uma obra artística com a nossa cara, com as nossas vontades, assumimos essa obra e fizemos dela o que queríamos. Agradeço as nossas mestras por serem companheiras neste processo.
A princípio nos foi dada a tarefa de estudar e apresentar algo sobre a linguagem melodramática. Fomos estimulados a criar uma cena. E neste processo fomos motivados a nos aproximar de uma ideia próxima as ideias que vinhamos construindo desde início da nossa trajetória no DAD..Tudo isso nos levou a um trabalho que consiste em experiências com uma linguagem per-formativa, que se utiliza de distanciamentos, e que principalmente se alimenta do Melodrama, levamos a sério a tarefa de fazer de uma linguagem antiqüíssima e tranforma-la em algo próximo do que queríamos, do que podíamos, do que necessitávamos...
A princípio nos foi dada a tarefa de estudar e apresentar algo sobre a linguagem melodramática. Fomos estimulados a criar uma cena. E neste processo fomos motivados a nos aproximar de uma ideia próxima as ideias que vinhamos construindo desde início da nossa trajetória no DAD..Tudo isso nos levou a um trabalho que consiste em experiências com uma linguagem per-formativa, que se utiliza de distanciamentos, e que principalmente se alimenta do Melodrama, levamos a sério a tarefa de fazer de uma linguagem antiqüíssima e tranforma-la em algo próximo do que queríamos, do que podíamos, do que necessitávamos...
Obrigado a Juraci, que significa, não é qualquer objeto que existe nessa nossa escolha...
Obrigado ao Caetano, o Veloso, por ter coexistindo artísticamente conosco...
Obrigado a Ale e ao Juninho, de certa forma padrinhos do início de tudo.
Obrigado ao público que continua o trabalho após ele ter sido exposto...
Aos elevadores...
As fitas vermelhas...
As garrafas cheias de bolinhas
As jujubas...
Aos ovos...
Aos caminhos que arte nos coloca.



Um comentário:
lindo!
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