sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Retornar é preciso... militar não é preciso...

Há dois anos fiz uma escolha que mudou completamente os rumos da minha vida. Escolhi ser um estudante de
Teatro, ser artista, ser criador, em um país que por mais avanços que políticos e sociais que veja ainda não valoriza como se deve o ser artista. Mudou minha vida porque tive que fazer inúmeras escolhas que não teriam volta. Sair da minha confortável vida familiar em minha cidade, Caxias do Sul. Ingressar num meio exigente, que cobra diariamente minha alma, na qual até não sei se consigo dar. Mas talvez a mais visível seja o meu afastamento da vida diária de militante social. Não era mais aquele que ia a todas as atividades e pertencia a inúmeros coletivos e organizações que significavam a minha rotina diária. Mas nunca abandonei a luta. Ela vive em mim, continuei vivendo a vida sem ficar indiferente a qualquer injustiça, isso me faz ser artista. Também.
Hoje volto, do lugar onde nunca saí, das disputas e espaços políticos, lá onde todos fingem e atuam para manter uma ordem, e para talvez no fim das contas fazer do mundo um lugar melhor para se viver...

Quero estar nesses espaços porque sei que hoje o meu eu artista deve co-existir com o meu militante, meu eu Sandino só será completa quando eu encontrar os dois juntos caminhado juntos...
Ser artista é preciso, não consigo mais viver sem arte, não conseguiria nem que eu tentasse. Agora se eu tentasse deixar a vida política talvez conseguisse, mas faltaria alguma coisa.

Me refiro ao título exatamente como a música se refere, no sentido de precisar e de precisão... ambos existem na arte de ser um agente político...

Um comentário:

Nãoligo disse...

hasta a luta compañero, adelante! =*