segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre amor, paixão, sobre você...

Eu te amo.
Sei que esse sentimento é banalizado.
Tudo se vende hoje em dia.
Tudo pode se tornar bem de consumo.
Vivemos num tempo onde esse sentimento é reduzido a chatices e banalidades produzidas por um mídia capitalista.
Mas eu te amo.
Não porque você sensualiza na minha frente, mesmo eu fingindo não perceber.
Mesmo não tendo me relacionado sexualmente com muitas mulheres.
Já tive paixonites por várias.
Sempre tive muita dificuldade de me relacionar sexualmente de um forma decente.
Por decente eu me refiro com alguém que dê vontade de ficar de conchinha depois.
Talvez seja porque ainda seja um menino do interior, com muitos problemas pra acreditar que sou capaz de retribuir sentimentos.
Isso não significa que eu não ame.
Eu te amo.
O nosso amor é tranquilo. Nunca esperei nada em troca, só quis que estivéssemos sempre juntos.
Que vivêssemos nossas vidas.
Que nos relacionássemos.
Não te amo pelo seu belo corpo.
Não te amo por você ser linda.
Não te amo por você ser uma das mulheres mais inteligentes que eu conheço.
Apenas te amo.
Porque você sente. Porque você existe. Porque você é de verdade.
Porque você não esconde o que sente.
Porque você confia.
Porque você não tem medo de viver cada pequeno detalhe a sua volta.
Eu não me importo de não ter rezão do teu lado.
Do teu lado eu não me importo de estar errado.
Do teu lado eu não me importo de parecer ridículo.
Do teu lado eu não me importo de me desconstruir
Não. Eu não tenho medo de te encontrar, eu só não sei como te encontrar.
Como?
O que você espera de mim?
Qual das milhões de identidades que eu consumi ao longo da vida você espera?
Você espera o eu poético?
Ou o eu bicho que te deseja em segredo?
Você me faz respirar, você me faz olhar longe, você não me deixa ansioso, apenas você me deixa, você me confunde, me excita e eu tenho medo, obrigado por me deixar com medo, preciso de ti.
Simples assim.

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