Coloco hoje um questionamento que tive a respeito do trabalho que estou desenvolvendo. Trata-se de um texto do dramaturgo inglês Harold Pinter, nele o autor coloca seus personagens uma condição de reféns da memória fugidia de seu próprio passado, lembrar-se dos acontecimentos de suas vidas é dificil e escorregadio.
Na minha concepção ponderei o fato de sermos todos, inclusive e principalmente eu jovens, que como o próprio texto insunua não possuem a quantidade de vivência de as pessoas de Pinter, no alto de seus quarenta anos possuem, cheios de medos e resistências perante a vida. Montar uma peça onde o tempo e a memória é importante é dificil, principalmente para um cara de vinte e três anos. Então qual foi a minha saída de concepção, mostrar que estamos no teatro, que o ator assim como muitos elementos do mundo, formam nossa memória, nossas lembranças; aquela música que toca na peça, que nos faz lembrar de como eramos bobos naquele relacionamento, a taça que quebra, por razões inúmeras, em situações diversas, a forma com que nos aproximamos das pessoas...
Isso é teatro, eu mostro isso para que possamos celebrar juntos a vontade de que vida aconteça...
P.S: Aos meus mestres que depositaram como mantra na minha cabeça a máxima "Não se justifiquem" eu digo... "O blog é meu, o espetáculo é meu, eu faço o que quiser com eles...". Sim isso é um justificativa...
Aí vai o seviço para quem se interessar... se é que alguém lê por aqui...
Traições
Texto: Harold Pinter
Direção: Sandino Rafael
Elenco: Anderson Sales, Anna Júlia Amaral e Yuri Niederaur
Maquiagem, operação de som, dicas de cabelo e figurino, ajudas diversas: Camila Falcão
Orientação: Luciane Olenski e Patrícia Fagundes.
Dias 04 e 05 de Julho do ano corrente.
Na sala Alziro Azevedo as 19:30.
Fica a dica dos outros trabalhos... recomendo...
Venham todas as almas que leem, essas coisas, tragam suas lembranças...

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