sábado, 28 de agosto de 2010

Ultra Violence

Andei pensando muito sobre o que eu gostaria de montar nos meus trabalhos finais do curso, muitos podem pensar qie ainda é cedo, mas como sou um pretenso diretor e boas idéias requerem um tempo de maturidade resolvi desde já me acumular de subsídio. Depois de muito me falarem e muito ser critícado, vi um filme destes que você deve ver, ou você será alvo de perseguições ideológicas, enfim esse filme é "Clock Work Orange", sim eu fui ver muito recentemente. Após ve-lo percebi o quanto ele não era tão distante da minha vida, percebi que este é tipo de filme que me mobiliza. Falar de violência é sempre muito difíil e concerteza esse filme é o precursor.


Após ver esse filme percebi que a linguagem estética da ulta-violência proposta no filme, tornou-se alimento para outras grandes produções, muitas delas com qualidade igual, e desculpem os fãs do Laranja, as vezes até superior. Posso citar alguns exemplos de sucesso como o Reservoir Dogs de Tarantino, os filmes de Michael Haneke, entre eles o ótimo Funny Games, sem falar no fenomenal Oldboy do coreano Chan-wook Park.
Estes filme para mim são excelentes pois de uma forma avalassaladora entregam o mote de uma sociedade fútil e marcada pelo consumo, os filhos desta sociedade são aqueles que propagam a violência em diferentes aspectos. Seja ela na forma física, ao meu ver a mais "inocente" seja na forma psicológica, destroçando ideológicamente toda uma geração.
Somos os filhos da Ultra Violência, mas sem dúvida somos produtores desta sociedade violenta que corróe a cada momento.
Vou continuar pesquisando esta linguagem, ver o que ela pode me oferecer, e de que forma posso transpo-la para o universo teatral, tarefa mais que difícil. Mas o que eu quero com isso? Não colocar no teatro os inúmeros efeitos que o cinema têm para contar histórias amargas e tensas, mas sim escancarar nos palcos a violência que a sétima adora mostrar.

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